segunda-feira, 8 de agosto de 2016

CHUVA DE SEGUNDA



Era uma tarde chuvosa de uma preguiçosa segunda-feira, estava eu no portão da escola, no meio do tumultuo que havia ali fico a observar a conversa de duas amigas que vinham a procura de abrigo para fugir da chuva.
–Oi amiga... Que chuvinha chata né? – disse a primeira amiga
–Sim, parece que esse ano vem muito toró – completou a segunda amiga
As duas silenciam por um tempo, ouço barulho de chuva e vozes de pessoas misturadas. Mas, esse tempo passa rápido então volto minha atenção para a conversa das duas amigas.
–Você gosta de ler John Green?- Perguntou a primeira amiga.
–Gosto! Não tem como não gostar, ele é muito bom. Mas como você descobriu? Disse a segunda amiga
–Fácil né amiga! É só ver que você está segurando um livro dele sobre a sua cabeça e ele está todo molhado por conta da chuva. Por falar nisso o que é que você está fazendo segurando esse livro sobre a sua cabeça? - perguntou a primeira amiga.
–Chiii! Como eu sou desastrada! Olha só o que a gente não faz pela chapinha, né? Com a correria acabei colocando na cabeça a primeira coisa que tinha em minhas mãos e estraguei o livro que nem tinha acabado de ler – justificou a segunda amiga.
–Eu te entendo amiga, já passei por isso e ninguém merece, já imaginou, depois de horas passando a chapinha no maior capricho para, do nada, vir uma chuvinha qualquer e deixar tudo que nem bom bril. Aí não dá, né? – disse a primeira amiga.
E as duas saíram rindo em direção as suas salas de aula.
Eu fiquei indignada com aquela cena que havia acabado de ver pois como é que uma pessoa destrói um objeto que lhe trará conhecimento e sabedoria por conta de uma vaidade que no máximo lhe trará um belo frizz no cabelo. 

Ana Letícia Rabelo Fontes, 9º ano B, CMNSC,2016.

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