Era
uma tarde chuvosa de uma preguiçosa segunda-feira, estava eu no portão da
escola, no meio do tumultuo que havia ali fico a observar a conversa de duas
amigas que vinham a procura de abrigo para fugir da chuva.
–Oi amiga... Que chuvinha chata
né? – disse a primeira amiga
–Sim, parece que esse ano vem
muito toró – completou a segunda amiga
As
duas silenciam por um tempo, ouço barulho de chuva e vozes de pessoas
misturadas. Mas, esse tempo passa rápido então volto minha atenção para a
conversa das duas amigas.
–Você gosta de ler John Green?-
Perguntou a primeira amiga.
–Gosto! Não tem como não gostar,
ele é muito bom. Mas como você descobriu? Disse a segunda amiga
–Fácil né amiga! É só ver que
você está segurando um livro dele sobre a sua cabeça e ele está todo molhado
por conta da chuva. Por falar nisso o que é que você está fazendo segurando
esse livro sobre a sua cabeça? - perguntou a primeira amiga.
–Chiii! Como eu sou desastrada!
Olha só o que a gente não faz pela chapinha, né? Com a correria acabei
colocando na cabeça a primeira coisa que tinha em minhas mãos e estraguei o
livro que nem tinha acabado de ler – justificou a segunda amiga.
–Eu te entendo amiga, já passei
por isso e ninguém merece, já imaginou, depois de horas passando a chapinha no
maior capricho para, do nada, vir uma chuvinha qualquer e deixar tudo que nem
bom bril. Aí não dá, né? – disse a primeira amiga.
E as
duas saíram rindo em direção as suas salas de aula.
Eu
fiquei indignada com aquela cena que havia acabado de ver pois como é que uma
pessoa destrói um objeto que lhe trará conhecimento e sabedoria por conta de
uma vaidade que no máximo lhe trará um belo frizz no cabelo.
Ana Letícia Rabelo Fontes, 9º ano B, CMNSC,2016.
Parabéns pela crônica irmã! Acredito no seu potencial!
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